9 de maio de 2015 Por
5 Em Áustria/ Europa/ Reflexões/ Viagens/ Viena

Viajar pode mudar destinos

Você sabia que viajar  amplia  a mente, transforma sonhos e muda destinos?

Vou te contar como isso aconteceu comigo.

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Tudo começou quando eu tinha 13 anos.

Enquanto minha irmã mais velha fez uma “bela festa de 15 anos”, com direito a valsa, troca de roupas etc, eu estava ali … achando tudo aquilo.. sei lá … cafona. Eu  queria mesmo era olhar o que existia além do continente. Então, quando chegou a minha vez de completar 15 anos, decidi viajar. E o melhor, meus pais me apoiaram no que podia ser o maior projeto de vida de uma fedelha: “viajar sozinha”!

Lógico que a minha ambição naquela época era o destino de todos os adolescentes, o tão sonhado mundo encantado da Disney.  Lembro de muitos detalhes, o que é sempre raro – acho que por isso fotografo quase tudo – mas, enfim, me lembro de ir com a minha mãe à agência de turismo e acertar vários detalhes. Nossa! Naquela época, viagem para o exterior era uma loucura, pois a inflação comia solta e doletas pra que te quero.

Lembro também de ir à lojas para comprar e mandar fazer roupas, e de alguns preparativos para a maior aventura da minha vida.

Mal sabia eu que aquilo ali mudaria meu destino e meus sonhos, pra sempre.

Fui, me encantei e me maravilhei com tudo que estava por lá. Quase não falava inglês, quem lê até pensa que sou expert…, mas não importava, me comuniquei com o mundo. Resolvi meus problemas, inclusive os das amigas que faziam cursinho de inglês, e vivi os dias mais sensacionais da minha vida.

Arranjei até um namorico nas últimas duas noites: um rapaz de Israel. Falei tanto que acho que até aprendi a língua dele. Mentira, eu só roubei um pouco a língua dele por poucos minutos. rs

foto do jornal

A foto do aeroporto que saiu no jornal… gente que roupa ridícula é essa? Isso era roupa nova? risos

Uma das cenas mais marcantes foi no início da viagem, quando ainda estávamos no aeroporto de Brasília. Enquanto as chorosas mães de todas as meninas relembravam a lista de cuidados e coisas a fazer,  como ligar e dizer que estava tudo bem e outras mil recomendações…. minha mãe, pra ser “cool”, me disse que não precisava ligar. Eu, bem obediente…, passei os 15 dias isolada da família.

Não dei um telefonema. Mamãe mandou e eu obedeci.

Quando voltei a primeira reclamação foi:

– “mas, minha filha, você nem ligou!”

Eu, com a cara mais lavada do mundo, disse: – “mamãe atendi seu pedido”.

Ela caiu na gargalhada e disse: -” É você tem razão. Não sentiu falta!?”

Eu disse: “não!” …

E ali, gente, naquele momento descobria que era “independente” o suficiente. Prometi para mim mesma que iria viajar o mundo.

Mas meu desejo não se transformou numa ordem… não na ordem que eu esperava.

Logo em seguida a vida chamou para responsabilidade e já na faculdade e sem muita grana, porque consumia muito afff!, o que me restava era fazer os passeios próximos ao Goiás, Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul. O namorado da época nunca incentivou minha vontade de sair pelo mundo com a mochila nas costas, e eu, sem coragem, fiquei… e o tempo passou.

Veio o primeiro estágio com a ajuda da minha tia Bernadete. Depois quando a grana apertou de vez, meu querido tio Paulo me ajudou com o primeiro emprego. Estava bem feliz.

Em seguida casei com um rapaz que, do globo terrestre,  só queria saber do Goiás e de sua fazenda. Definitivamente, um cárcere para mim.

Enquanto me sentia presa, nesse meio tempo, meu irmão tinha um amigo que precisava de uma radialista com urgência para ocupar uma vaga. Ele me indicou, fiquei meio expediente aqui e outro lá. Meu Deus, o que seria de mim sem minha família? Obrigada, Senhor!

Depois a empresa me contratou para tempo integral. A vida profissional ia de vento em polpa com direito a viagens etc, mas a vida pessoal um naufrágio.

Tomei coragem e me despedi do filme que não era meu. Me separei.

Logo que separei, fui promovida, passei a viajar pelo Brasil e, lá pelas tantas fui parar em Curitiba (sonoplastia de música romântica brega, por favor!).

E foi aí que tudo começou. Conheci um galego do olho azul, que arrebentou o meu coração e me trouxe pras”zuropa”. Tudo meio conto de fadas.

E não é que o cabra precisa e gosta de viajar!? … pronto ganhei na loteria e nem joguei!

Os “causos” vou te contando por aqui. Espero que você me acompanhe nessa aventura. Já colecionei  56 viagens internacionais e a lista só cresce.

Bora fazer as malas!?” Vamo que gamo”!

No instagram você pode acompanhar muitas fotos pelo @kelypelomundo

Minha primeira visita a Viena

Minha primeira visita a Viena em nov de 2005.

O conteúdo desse Blog pode ser reproduzido, desde que a fonte http://www.femmevolatil.com seja indicada.

Texto:Kely Martins Bauer

Revisão: Maria Lucia Castelo Branco

Foto: A 1a. foto é da internet. Se a foto for sua e você deseja que ela seja creditada ou removida, por favor entre em contato. Iremos atender sua solicitação o mais breve possível. Obrigada.

kely Pelo Mundo

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5 Comentários

  • Reply
    Maria Lucia Silva Castelo Branco
    9 de maio de 2015 at 9:56 pm

    O máximo esse texto!!!!!! Cada dia fico mais orgulhosa de você.

  • Reply
    zelia
    10 de maio de 2015 at 4:11 am

    Adoro histórias românticas…

  • Reply
    Iana Martins
    12 de maio de 2015 at 11:50 pm

    Vi e vivi tudo isso de perto. Também pude com sua ajuda e do papai experimentar do que esse mundão de meu Deus pode nos proporcionar. Agora sei como viajar para lugares de cultura diferentes nos torna diferente. Impossível viajar e permanecer a mesma pessoas. Coisas incríveis acontece. Fico fascinada com as fotos que publica e as histórias também.
    Isso, minha irmã, seja feliz. Amo você e seu turbilhão de ideias.

  • Reply
    Bernadete Teixeira
    14 de maio de 2015 at 4:07 pm

    Gosto muito dos seus textos, você é Universal espírito livre, já tem nos pés asas. O pensamento tem poder e tudo acontece, continue curtindo e nos presenteando. Beijos de ti tia.

  • Reply
    zusouza
    21 de junho de 2015 at 3:58 pm

    Fascinante sua “HISTORIA”! Parabens!!! 😉 Tem também, um pouqinho da minha historia… Rsrs

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