Onde tudo começou

Onde tudo começou?

Tudo começou quando eu tinha 13 anos.

Enquanto minha irmã mais velha fez uma “bela festa de 15 anos”, com direito a valsa, troca de roupas e etc… eu estava ali … achando tudo aquilo, sei lá … cafona.

Eu  queria mesmo era olhar o que existia além do continente.

Então quando chegou a minha vez de completar 15 anos, decidi viajar. E o melhor, meus pais me apoiaram no que podia ser o maior projeto de vida de uma fedelha: viajar sozinha!

Lógico que a minha ambição naquela época era o destino de todos os adolescentes, o tão sonhado mundo encantado da Disney.  Lembro de muitos detalhes, o que é sempre raro – acho que por isso fotógrafo quase tudo – mas enfim, me lembro de ir com a minha mãe na agência de turismo e acertar vários detalhes.

Nossa! Naquela época viagem para o exterior era uma loucura, pois a inflação comia solta e doletas pra que te quero.

Lembro também de ir à lojas para comprar e mandar fazer roupas e de alguns preparativos para a maior aventura da minha vida.

Mal sabia eu que aquilo ali mudaria, meu destino e meus sonhos, pra sempre.

Fui, me encantei e me maravilhei com tudo que estava por lá. Quase não falava inglês, quem lê até pensa que sou expert…, mas não importava, me comuniquei com o mundo. Resolvi meus problemas, inclusive  os problemas das amigas que faziam cursinho de inglês, e que não tinham coragem de soltar a língua. Definitivamente  vivi os dias mais sensacionais minha vida.

Arranjei até um namorico nas  últimas duas noite. Um rapaz de Israel. Falei tanto que acho que até aprendi a língua dele. Mentira, eu só roubei um pouco a língua dele por poucos minutos. rs

foto da primeira viagem internacional

A foto do aeroporto saiu no jornal… gente que roupa ridícula é essa? Isso era roupa nova? Risos

Uma das cenas mais marcantes foi no início da viagem, quando ainda estávamos no aeroporto de Brasília. Enquanto as chorosas mães de todas as meninas relembravam a lista de cuidados e coisas a fazerem,  como ligar e dizer que estava tudo bem e outras mil recomendações…. minha mãe pra ser “cool” me disse que não precisava ligar. Eu bem obediente… passei os 15 dias isolados da família.

Não dei um telefonema. Mamãe mandou e eu obedeci.

Quando voltei a primeira reclamação foi:

– “mas minha filha você nem ligou ”

Eu com a cara mais lavada do mundo disse: – “mamãe atendi seu pedido”.

Ela caiu na gargalhada e disse: -” É você tem razão. Não sentiu falta!?”

Eu disse: “não!” …

E ali, gente, naquele momento descobria que era “independente” o suficiente. Prometi para mim mesma que iria viajar o mundo.

Mas meu desejo se transformou numa ordem… mas não na ordem que eu espera.

Logo em seguida a vida chamou para responsabilidade, e já na faculdade e sem muita grana (porque consumia muito afff!) o que me restava era fazer os passeios próximos ao Goiás, Rio de Janeiro, São o Paulo e Rio Grande do Sul. O namorado da época, nunca incentivou minhas vontades de sair pelo mundo com a mochila nas costas, e eu sem coragem; fiquei… e o tempo passou.

Veio o primeiro estágio com a ajuda da minha tia Bernadete. Depois quando a grana apertou de vez, meu querido tio Paulo me ajudou com o 1. emprego. Estava bem feliz.

Em seguida casei com um rapaz, que do globo terrestre,  só queria saber do Goiás e de sua fazenda. Definitivamente um cárcere para mim.

Enquanto me sentia presa, nesse meio tempo, meu irmão tinha um amigo que precisava de uma radialista com urgência para ocupar uma vaga. Ele me indicou, e asim acabei tendo dois empregos de meio meio expediente. Meu Deus o que seria de mim sem minha família? Obrigada Senhor!

Depois a empresa me contratou para tempo integral. A vida profissional ia de vento em polpa com direito a viagens e etc, mas a vida pessoal um naufrágio.

Tomei coragem e me despedi do filme que não era meu. Me separei.

Vida nova! 

Logo que separei, fui promovida, passei a viajar o Brasil e lá pelas tantas fui parar em Curitiba (sonoplastia de música romântica brega, por favor!).

E foi aí que tudo começou. Em setembro de 2005 conheci um galego do olho azul, que arrebentou o meu coração e me trouxe pra „zurrapa“ vim parar na Áustria. Tudo meio conto de fadas.

E não é que o „cabra“ precisa e gosta de viajar!? … pronto ganhei na loteria e nem joguei!

Assim depois de conhecer mais de 20% do mundo resolvi compartilhar aqui minhas experiências e reflexões.

Seja bem-vinda (o) a este espaço que considero nosso! Espero que você me acompanhe nessa aventura.

Beijos

Kely

 

3 Comentários

  • Reply
    ROBSON
    20 de agosto de 2016 at 4:52 pm

    Kely, parabéns por seu blog. olha sou um adorador da áustria e outros países da europa, e com a crise e vida que passamos no brasil, a cada a vontade de ir embora se torna clara.

    bjos tudo de bom…

  • Reply
    maria
    3 de janeiro de 2017 at 7:51 pm

    Kely, seu blog é animador e você é muito smart ao escrever. Fala do cotidiano e não oculta o lado negativo das coisas. Ando viajando pra Áustria e conhecendo um pouco sobre os vienenses e vejo o quanto seu blog é verdadeiro. Continue nos mostrando seu olhar sobre esse país inspirador.

    • Reply
      Kely Martins Bauer
      3 de janeiro de 2017 at 8:00 pm

      Maria, que maravilha receber algo tao positivo já no começo deste ano.
      Muito Obrigada
      Abraços
      Kely

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