2 de setembro de 2015 Por
2 Em Reflexões

O mundo das coisas que não existem, mas que tudo cria.

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Assim são as emoções da gente.

Elas são capazes de transformar todas as coisas, tanto para uma frequência positiva quanto negativa. Por isso é preciso estar atenta(o) as mensagens que elas transmitem.

Quem nunca completou aniversário e parou pra dar aquela pensada na vida?

Aniversário tem dessas coisas! O incrível poder de te fazer pensar no tempo.

Naquele que passou e no que virá. No tempo que te consome e que faz repensar.

Te tira o sono ou te faz dormir profundamente, te fazendo muitas vezes perder a estação de trem, mudando assim, completamente a rota da sua viagem chamada vida.

Não acredito em inferno astral, mas acredito em ciclos que se completam transformando tudo a nossa volta.

As estações são efêmeras e portanto curtas, mas os ciclos são longos e muitas vezes mais complexos, pois eles envolvem uma série de pequenos resultados vividos nas estações.

E são deles, dos ciclos, que nós temos medo, pois quando um ciclo se fecha, outro se abre e às vezes o medo do desconhecido nos faz parar e repensar em todas as coisas, especialmente em que histórias estamos construindo.

Eu, particularmente, voltei para a casinha, para dentro de mim, exatamente para o mundo das coisas que não existem e me encolhi para poder, em breve, expandir.

Estou tirando férias comigo mesma. Tentando me ver com os olhos de quem vê de fora.

Uma análise complicada, e pode até ser dolorida, mas importante de se fazer quando queremos crescer. Só que  preciso confessar uma coisa: essas férias tem sido um tanto quanto divertidas. Não quero dramatizar nada e muito menos ficar de mimimi, mas estou adorando a minha companhia (a pessoa se ama mesmo hein!? Rs).

Na verdade estou tirando férias dos excessos, daquelas coisas desnecessárias que às vezes a gente vai empurrando na nossa rotina, e quando paramos pra ver, parece que de uma hora para outra o que era divertido se torna pesado.

E quem quer carregar peso, se pode levar as coisas de uma forma leve?

Eu não quero nada pesado na minha vida. E tenho uma certa tendência de querer faxinar as coisas aqui dentro. E é fundamental esse processo.

Aprendi com a minha mãe, ainda na adolescência quando fazíamos compras de roupas, que de tempos em tempos, é preciso abrir o armário tirar as roupas velhas e colocar o que há de novo.

Muitas vezes é preciso tirar uma coisa ou outra que já não serve mais, para que apenas uma coisa pequenina entre ou até mesmo deixar um espaço vazio. Levei essa lição da vida prática para minhas emoções.

Estou reaprendendo a identificar o que eu quero, e duas perguntas se mostram pertinentes: Quem eu sou? E quem eu quero ser?

Acho que elas podem me ajudar a nortear nesta nova fase que está por vir.

Estou como uma lagarta no casulo, se preparando para virar borboleta, o processo de metamorfose é árduo, mas imprescindível.

Viva o re-nascimento. É como num parto onde encontramos a dor e alegria do sentido da vida. E nesse processo é preciso se manter leve e cheio de amor.

É necessário deixar solto… ter um espaço para respirar.

Mas cuidado!

A vida tem sempre suas duas facetas e pode ser comparada ao vinho tinto, que ao respirar intensifica mais suas propriedades ou como o vinho branco que se respirar demais pode azedar.

Que tipo eu quero ser?

Bom! Feliz Aniversário para mim e pra você que está renascendo e um bom ano que se inicia!

Beijinhos e até o próximo post.

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O conteúdo desse Blog pode ser reproduzido, desde que a fonte http://www.femmevolatil.com seja indicada.

Texto e fotos :Kely Martins Bauer

kely Pelo Mundo

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2 Comentários

  • Reply
    Iana Martins
    6 de setembro de 2015 at 5:22 pm

    Esse processo de transformação é constante na vida. Lembro-me de uma boa: ” quando pensamos que sabemos todas as respostas para todas as perguntas, vem a vida e muda todas as perguntas..”
    Beijos

  • Reply
    Emoções - O mundo das coisas que não existem, mas que tudo cria - Kely pelo Mundo
    13 de setembro de 2017 at 8:33 am

    […] texto foi publicado no jornal de Casimiro de Abreu na Coluna de Momento e aqui no blog . Relendo a matéria achei pertinente republicar. Espero que tenha […]

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