17 de janeiro de 2018 Por
1 Em Comportamento/ Reflexões

O direito de não ser mãe! E não é sobre aborto que vou falar!

Antes da fazer qualquer julgamento leia até o final

filhos

O direto de escolhas

Acredito que ninguém, hoje em dia, é obrigado a nada. Estamos vivendo um momento em que finalmente podemos fazer o uso do poder da escolha. Afinal esse foi um direito dado por Deus quando concedeu o livre arbítrio, certo!?

Agora, por que os seres humanos insistem em negar esse direito dado e colocar regras e definições nas escolhas alheias?

O poder da escolha é algo fenomenal porque nos dá o direto de conduzir a nossa própria vida e gozar das alegrias e das tristezas dos caminhos que iremos percorrer. Eu sei que nem tudo é tão fácil como parece, afinal, existe uma regra nessa questão da escolha, cada escolha requer uma renuncia. Ou seja;  TUDO, ao mesmo tempo, não terás. 

E você!? Que renuncia vai escolher fazer? (Eu sei que soa estranho quando digo escolher uma renúncia, mas pare e pense: se você escolhe uma coisa automaticamente renuncia outra, então o que  você irá abdicar para obter o que se quer?) Quando essa renúncia é feita de uma forma consciência, as coisas se tornam mais claras e fáceis.

Com esse poder de escolha nas mãos, temos o direito de escolher não termos filhos. Uau! Tomou um susto? Calma! Não fique chocado, não estou falando sobre aborto; ainda. Refiro-me á escolha de não engravidar,  de não gerar uma vida. Sim! Nos dias de hoje podemos optar por isso!

E sabe o que acontece quando explicitamos essa decisão de optar por não ter filho? Somos automaticamente julgadas.

Mas calma, você e eu não estamos sozinhas e certamente você será julgada de um jeito ou de outro, afinal TODAS, as mulheres são julgadas, inclusive as que optaram por ter filhos e até mesmo as que não conseguiram gerar uma criança.

Quer saber como somos julgadas? Quando, corriqueiramente,  escutamos os seguintes comentários desagradáveis, carregados de palavras que geram culpa.

Por exemplo:

Se você é mãe e trabalha muito: “é uma péssima mãe por ser ausente”

Se é mãe e não trabalha: “é uma desocupada e mesmo assim os filhos não são educados”

Se não pode gerar filhos: “é uma coitada”,

Se optou por não ter filho: “é uma desalmada egoísta” ou é “um pessoa amarga”,

Se é mãe solteira: “é uma irresponsável”,

Se deixa os filhos sob os cuidados do pai ou dos avós:  “é uma relapsa”,

Se é casada e está infeliz: “não executa seu papel com excelência”,

Se é casada e é feliz e optou por não quer ter filhos: “com certeza tem alguma coisa errada nisso”,

E assim vai… a lista de comentários maldosos não param por aí.

Não importa em que posição você esteja. Os outros sempre terão uma opinião sobre o modo como você leva a sua vida.

E quando falamos que não queremos ser mães, muita gente afirma que estamos perdendo o melhor da festa. No entanto, quando observamos as famílias em geral, o que elas estão fazendo? Comentando suas mazelas, tristezas e dificuldades com seus filhos.

Há quem se contradiga e ao mesmo tempo que mete o pau nas atitudes dos filhos, faz uma rápida correção falando que ter tido filhos foi a melhor escolha. Muitas vezes mentindo e negando o que realmente pensa para se enquadrar no rótulo  de “boa pessoa” que a sociedade exige.

Agora pare e pense! Nesse teatro, muitas vezes dramático, chamado Vida, ser mãe não é necessariamente um papel que todo mundo quer exercer. E essa é a única escolha que não dá para voltar atrás.

Há mulheres que desejaram infinitamente seus filhos mas, ao realizar seu “sonho” sentem-se extremamente sozinhas e abandonadas, mesmo estando com um companheiro e familiares ao redor, pois a realidade não condiz com o seus pensamentos do mundo idealizado.

Outras mulheres amam seus filhos, mas detestam exercer o papel de mãe. Há ainda aquelas que admitem que amam seus filhos, mas falam que se pudessem voltar atrás não teriam optado ser mãe. Há muitas que estão extremamente felizes e realizadas com suas escolhas. Há, ainda, aquelas que simplesmente não querem ser mãe.

Maternidade: Alguém te perguntou alguma coisa? 

Outra coisa interessante é observar que não importa qual o caminho escolhido, haverá sempre uma pressão muito grande da sociedade sobre a maternidade.

É um tema que afeta todas as mulheres independente de sua escolha. A sociedade (isso inclui pais, irmãos, amigos, colegas de trabalho, o povo da igreja e todo mundo; todo mundo mesmo!!!) sempre tem uma opinião e está pronta para dar um pitaco na sua vida, mesmo  que você não queira saber sua opinião.

Só que esqueceram de avisar que não existe manual do sucesso e felicidade. Não é mesmo? Eu poderia listar uma série de motivos pelos quais nem sempre os conselhos alheios possuem a garantia de fazer você encontrar o caminho da alegria e sucesso na sua jornada da vida.

Mas o principal deles é: O que você encara como felicidade pode não ter o mesmo significado para mim, para o seu vizinho ou qualquer outra pessoa.

E outra coisa, as conseqüências das minhas escolhas e renúncias, ou seja, das minhas alegrias e dores, são sentidas somente por mim.

Posso viver O AGORA? 

A sociedade tem mania de nos ensinar que precisamos focar naquilo que não temos, achando que isso vai nos levar à felicidade, e com isso esquecemos de apreciar o que temos agora.

Que tal ter paz e consciência daquilo que estamos escolhendo e viver o Agora?

Então… se você decidir não ter filho, que se lasque a opinião alheia. Esse direito é seu! Você precisa estar em paz com sua opinião, afinal de contas, na hora do “vamos ver” quem estará ali será você. E nessa via crucis não há espaço pra ninguém ajudar e dividir o peso das suas responsabilidades.

O mais importante de tudo quando você estiver naquele momento só seu, pergunte a si mesmo como se sente? Você está feliz e realizada em ter  tido a coragem de fazer  suas escolhas e ter vivenciado as conseqüências?

Ou você fecha os olhos e se entristece por ter percorrido um caminho que não era o que você intimamente queria, mas que se deixou ser guiada pelo opinião alheia?

aborto caminho o direito de escolha

Me deixa fazer as minhas escolhas 

Não importa em que momento você esteja na sua vida. Tenho uma excelente notícia. A partir de Agora, não importa se estamos celebrando o Natal, o Ano Novo, Carnaval ou a Páscoa, você tem o poder da escolha! E ele está nas suas mãos!

Não desperdice o seu maior presente e viva as suas escolhas de forma consciente.

E lembre-se sempre que se não escolher, alguém o fará por você. Daí não adianta se fazer de vítima, afinal você passou para o outro o direito que era seu.

E quando as coisas não dependerem de você, nada de se vitimizar, hein!? Erga a cabeça e lembre o que o grande filósofo Jean-Paul Sartre disse: “não importa o que fizeram com você, importa o que você vai fazer com o que fizeram com você.”

Assuma novamente o controle das suas emoções e decisões.

Por isso, escolha, seja consciente e fique em paz, pois a culpa só ocupa espaço para armazenar coisas que não irão beneficiar.

Seja você e construa a sua história com suas decisões. O livre arbítrio é seu e tá tudo bem!!! 

Ou seja, ter ou não ter filhos é uma escolha sua e um direito seu. E se você não concordar com a opinião de quem optou por não ter filho, não se incomode.Tenha os seus filhos e seja feliz com a sua escolha.

Olha que legal, Parabéns! Cada um tem o  livre o arbítrio, o que não vale aqui é querer minar o direto de quem decidiu fazer diferente de você.

Um beijo a todos e um brinde ao poder da escolha

 

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Fotos: Pixabay & Texto: Kely Martins Bauer
Revisão: Maria Lucia Castelo Branco

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Comentários

  • Reply
    Iana Leite Martins
    18 de janeiro de 2018 at 9:26 pm

    É concordo plemamente que quando fazemos uma escolha logo renunciamos a tantas outras.
    Lembro de nossa mãe que queria ser freira. Imagine o quanto teria que renunciar!!!
    Anos atrás , com os efeitos da segunda guerra mundial não ter filhos era como cometer um crime. Acho até que muitos desses comentários vinham dessa época. Hoje o mundo é outro. Eu fiz a escolha de ser mãe, sou mãe de três lindos filhos. Repeito muito quem não quer ter filhos e sei bem que a vida muda muito quando escolhemos ter filhos e nem passaria nessa vida sem tê-los. Vejo também que é um estilo de vida, não dá para comparar e muitas das vezes acho a vida de quem não tem filhos bem estimulante. A vida de um casal sem filhos é também de muito companheirismo porque um escolhe cuidar do outro. Estudam mais, viajam..
    O importante mesmo nessa vida é nos conhecer e ver que tipo de vida queremos levar. Ser feliz!! Amo seus textos.

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