16 de agosto de 2017 Por
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Holanda: O que fazer em Rotterdam

A Holanda é um país que, apesar de relativamente pequeno, oferece uma grande variedade de passeios e de destinos, que vão além de Amsterdam, sua capital. Queria compartilhar mais 3 cidades em que estive na minha última visita ao país.

Vou começar pela cidade em que optei para me hospedar.

Rotterdam

Se você pensa que vamos falar de uma cidade antiga e com cara de “Europa”, está muito enganado. Rotterdam é bem diferente de tudo isso.  Descubra aqui comigo um pouco dessa cidade diferentona.

Peguei um vôo de quase duas horas de Viena para Rotterdam. Como comprei  as passagens com quase 2 meses de antecedência, consegui um preço super em conta. Veja aqui o site da linha aérea, até então desconhecida para mim. O vôo foi excelente e não tive nenhum problema.

Rotterdam é a segunda maior cidade da Holanda, com uma característica muito particular, que muito me agrada. Ela posssui uma arquitetura extremamente moderna e acho que isso foi o que me atraiu. Eu sou suspeita, pois sou brasiliense e tudo que é moderno me faz ter a sensação de voltar para casa. Vai entender essas conexões que a gente faz na vida…

Rotterdam tem um história de superação e reconstrução que nos ensina muito. Foi totalmente destruída na segunda Guerra mundial e rapidamente reconstruída. Com prédios novos e diversas multinacionais, é uma cidade com uma arquitetura interessante e uma atmosfera deliciosa. E é tão organizada que me senti dentro de maquete. E por falar em arquitetura a gente consegue ver o primeiro prédio mais alto da Europa e que se manteve intacto durante a segunda guerra mundial (veja as fotos no final do post)

Me lembrou muito Brasília

Onde se hospedar  

Eu optei por ficar num Aparthotel, no centrinho da cidade e no meio das avenidas de lojas. Fiz a minha reserva pelo booking.com. (A propósito se você fizer suas reservas pelo site do link no meu blog, não pagará nada além, e ainda ajuda na manutenção dos custos do Blog. Então aproveita para dar uma força no projeto).

Aqui eu deixo o link do hotel em que me hospedei.  Fiquei apaixonada pelo lugar: um estúdio com 52 m quadrados e  ideal para quem quer ter espaço e conforto. O estúdio tem toda a infraestrutura de um apartamento, com cozinha, um banheiro espaçoso, tábua de passar roupa, sala, varanda, cama muito confortável  e um armário grande. Me senti  super à vontade nos dias em que me hospedei lá. Sem contar que fica numa área central e fácil de chegar aos lugares mais importantes, sem precisar usar transporte público.

Agora, preste atenção numa coisa! Na hora da reserva, indique seu horário de chegada, pois a recepção funciona até ás 21:00. Eu cheguei quase meia noite e, para poder entrar no prédio e no meu quarto, segui as instruções recebidas por email. Foi bem simples!

Tour a pé 

Para conhecer a cidade, eu acabei optando por fazer o “free walking tour”. Ele funciona em muitas cidades européias e dá a oportunidade de se ter uma noção da história e dos principais pontos turistícos, além de permitir que você conheça outras pessoas que também estão passeando pela cidade.

É  um programa bem legal, especialmente se você quiser se orientar na cidade para depois desfrutar com calma dos pontos que mais gostou. O ponto de encontro é no Markthall, um prédio moderno com um teto super famoso, com desenhos de frutas, verduras e borboletas, pintados a mão. O markhall é um mercado cheio de especiarias e restaurantes que oferecem produtos de excelente qualidade.

Nosso tour durou quase 3 horas passando pelos principais pontos da cidade (veja fotos abaixo) e, no final, cada um opta por pagar uma quantia ao guia. Eu acho super interessante o sistema, mas é meio corrido, e, como eu disse, é aquela forma só pra dar um pincelada pelos pontos principais da cidade. Se quiser saber um pouco do serviço, clique aqui.

O que fazer na cidade  

A cidade oferece uma série de bares, restaurantes  e rooftops. Mas eu, infelizmente, fiz muito pouco do que estava programado. Depois do tour a pé fui para o meu hotel, tomei aquele banho, e dei uma descansada  por uma hora.

Como o dia estava ensolarado e no verão anoitece muito tarde, por volta das 11:00h da noite. Estava bem quente, coloquei um vestido leve e optei por passear pela calçada, à beira do rio Maas, onde pude ver a moderna ponte Erasmus.

Em seguida, fiz uma pausa para ver o por do sol, tomando uma Aperol no bar e restaurante Meat, que fica de frente para o antigo porto da cidade.  De lá, fui jantar no Cornelis Bar, perto da prefeitura. Pedi um Lady Steak com vegetais.  Adorei a carne.

Estação de metrô– Perrengue para colocar as malas no guarda malas

No último dia quis aproveitar o final da manhã e parte da tarde para visitar  Dordrecht, uma cidade que fica a 15 minutos de trem. O plano era ir de barco para aproveitar o dia ensolarado, mas antes deixaria as malas no guarda volumes da Estação Central de Rotterdam.

Para a minha surpresa,  o guarda volumes fica dentro da área onde é preciso apresentar o ticket do metrô.  Um tanto quanto estranho, pois eu não iria precisar de metrô ou outros trens naquele momento, o que acabou me confundindo. Perguntei no centro de informações qual seria a melhor solução e eles insistiram que eu deveria ter um ticket para entrar na área. Então, acabei comprando na máquina o ticket de volta de Dordrecht para Rotterdam com o auxilio de um nativo que se prontificou a me ajudar.

Etapa vencida, entrei no  guarda volumes e deixei as malas. O sistema do guarda volumes é bem simples e custa 6 euros o dia. Aproveitei para comprar outro ticket e decidi ir de metrô à estação que levava ao porto para pegar um barco para Dordrecht  (leia no próximo post a sobre a cidade)

De ônibus para o aeroporto    

Você precisa de cerca de 30 a 40 minutos para ir ao aeroporto de ônibus. É  bem simples!  Pegue o  ônibus nr. 33, que fica numa plataforma externa, ao lado da entrada da estação central de Rotterdam.  O ticket é comprado no próprio ônibus e custa 3,00 euros. Detalhe: só aceita dinheiro vivo, por isso nem adianta perguntar se pode usar cartão para a compra.

Aeroporto em Rotterdam 

O Aeroporto da cidade é bem pequeno e oferece Wifi com alta velocidade. O único problema que achei por lá foi o fato de o banheiro ser no andar de baixo e, como tem que descer as escadas, estar com bagagem de mão se torna um pouco desconfortável .

Leia também sobre na próxima semana sobre Dordrecht e Deft,  cidades típicas holandesas, interessantes para acrescentar no roteiro.

Bom, vou ficando por aqui e espero que tenha gostado do post.

Ah! Esse post é apenas uma divulgação de excelentes serviços e não possui patrocínio.

Essa são as  Casas Cúbicas, outro símbolo da cidade. Um projeto do arquiteto Piet Blom dos anos 70. Em uma delas funciona um hostel, o Stayokay, com diárias bem em conta. Também tem um museu que pode ser visitado. A entrada custa 2,50 euros.

 

O monumento Verwoeste Stad (Cidade Devastada), representa o sofrimento do povo de Rotterdam na Segunda Guerra Mundial. Me deu agonia de olhar pra ela com esses prédios. Dá para filosofar muito

 

Aqui a gente vê a ponte vermelha Willemsbrug (de 1878) e o Witte Huis (Casa branca), o 1° arranha-céu da Europa e que sobreviveu aos bombardeios de Roterdã em 1940. Por ali tem vários bares e restaurantes.

 

O prédio da Prefeitura sobreviveu intacto à 2ª Guerra e foi declarado patrimônio nacional.

 

Um restaurante dentro de um barco.

 

Uma estátua que chama a atenção! Essa estátua representaria o papai noel, e está na rua Eendrachtsplein. Ganhou o apelido maldoso de gnomo Butt plug, pelo objeto que segura, que se assemelha a órgãos genitais masculinos, mas que deveria representar a árvore.

 

Um sorvetinho no verão para refrescar

 

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Texto e fotos: Kely Martins Bauer

Revisão: Maria Lucia Castelo Branco

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