11 de maio de 2014 Por
0 Em Frufru feminino/ Reflexões

Dizem que mãe só tem uma.  Quem disse? 

Mãe é aquela mulher que faz tudo por você, te ama, te aconselha e briga contigo. Quer o seu melhor e perturba quando as coisas fogem a regra. Torce pra que  tudo dê “certo” e te apóia nos melhores e piores momentos da vida. Por mais que não esteja por perto, ela está ali, sempre, ao derredor.

Mas quem disse que temos apenas uma!? Eu particularmente tive o privilégio de ter muito mais.

Tive a 1° Mãe. Essa foi a mãe biológica. Luzia foi aquela que me deu a oportunidade de vir ao mundo. E fez de tudo por seus filhos  enquanto seu tempo por aqui, na terra, permitiu.

Tive a 2° Mãe. Enquanto a primeira trabalhava e estudava “insanamente” para que pudesse nos dar uma vida melhor, Maria, a fiel escudeira de mamãe, cuidava da casa e dos seus três filhos,  e tenho a sensação que cuidava  de nós como sua própria cria. Me lembro aos 5 anos de passear na nossa quadra  (gente, sou de Brasília e a gente não mora em rua e sim em quadra) e ela me ensinado as pequenas coisas da vida.

Depois tive a 3° e grande mãe. Aquela que me acompanhou por  anos… e por ser tão presente assumiu seu papel muito bem.  Ela, por si só, nunca quis substituir Luzia e sempre fez questão de deixar viva a memória da primeira mãe.

Pra quem não sabe minha mãe biológica morreu quando eu tinha apenas 7 anos de idade. Na época meus pais já eram separados e papai  namorava Lúcia, uma mulher sorridente, carinhosa, mas de pulso forte,  já com dois filhos vindos do casamento anterior.

Uma semana antes da morte da minha primeira mãe,  as duas tiveram uma conversa que mudou o meu destino. Minha mãe biológica pediu para a então “namorada” do meu pai para que cuidasse de nós na sua ausência.

Como encomendado por Deus, ela partiu pra sempre no sábado seguinte, em um trágico acidente de carro.  Lúcia, ao receber a notícia, automaticamente providenciou todos os tramites legais  e fez de tudo para que a nossa parte emocional sofresse o menor impacto negativo possível.  Ela cuidou para que tudo em  nossas vidas tomasse o melhor rumo que o destino poderia dar.

Aos 7 anos,  pedi para que ela fosse minha mãe. Ela se emocionou e naquele dia instituímos nossa relação familiar.

Eu ganhei uma mãe com seus defeitos e qualidades. Com direito a brigas, discussões, colo e conselhos.

Nessa época ainda tiveFoto-27 a 4° Mãe. Maria, também mãe de outros 6 filhos, cuidava da nossa casa e dos 5 pestinhas da Lúcia  e Luzia. Essa foi uma mega general, e se não tivesse sido assim a disciplina durante o dia não teria dado certo. Ela nos mimava com seus bolos e docinhos e brigava quando, especialmente os meninos, não atendiam suas solicitações.  A vida com 5 crianças em casa foi uma luta, muita briga e confusão, mas também muitos sorrisos e abraços. Mas Maria e Lucia, essas duas guerreiras, deram conta do recado.

Além dessas, tive outras mulheres maravilhosas que foram como mães para mim: Mães das minhas melhores amigas, minha irmã, primas mais velhas, pastoras, professoras, avós e tias que, com sua sabedoria, me ajudaram a ser a mulher que sou!

Quanto a mim, cabe ainda decidir se ainda vou desempenhar esse papel.
Porque ser mãe não é definitivamente um atributo que vem com todas as mulheres quando nascem. Se o amor de mãe fosse automático pela natureza humana não teríamos tantas crueldades neste mundo mau.

Ninguém nasce mãe, se torna mãe com o dia a dia.

Tenho minhas dúvidas sobre este assunto e certa vez ouvi
de um grande amigo a seguinte frase. “Você vai sofrer muito, mas tenha  um filho, isso vai mudar a sua vida e te fazer feliz” . E recentemente outro disse: “na dúvida entre ter ou não: tenha um, para não se arrepender do que não fez.”

Mas isso é um capítulo a parte.

Foto-32Eu, na verdade, só queria dar os parabéns para essas mulheres lindas, que assumem seu papel e tentam transformar o mundo com seu amor.

Queria deixar aqui o meu muito obrigada a todas minhas mães e as mães de todos.

Um beijo enorme

Feliz dia das mães!

 

Texto: Kely Martins Bauer / Revisão: Cinthia Stylianou

kely Pelo Mundo

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Comentários

  • Reply
    Lucia Castelo Branco.
    11 de maio de 2014 at 1:30 pm

    Filhota querida, de todas as homenagens que, como mãe, recebi nesta vida, esta foi a mais linda, cheia de amor e reconhecimento. Eu é que agradeço a Luzia, que deixou para mim tão importante legado. Pelo orgulho que sinto de amar tanto vocês cinco, tomo a liberdade de publicar a sua mensagem no meu Facebook. Beijos saudosos da mamãe que a ama.

    • Reply
      Kely Martins Bauer
      13 de maio de 2014 at 8:06 pm

      Foi do coração!
      Pode sempre publicar no face e compartilhar essa e outras mensagens!!!
      Beijos
      K.

  • Reply
    Gustavo Castelo
    12 de maio de 2014 at 3:32 am

    Irmã amada seu texto me encheu de inveja e remorso pois em suas poucas palavras você demonstrou seu amor e gratidão publicamente de uma forma que eu como filho da Lucia nunca fiz. Já me orgulhava de você e agora ainda mais me orgulha muito ter você como irmã. Não de sangue pq assim Deus quis mas de coração pq assim Ele desejou.

    • Reply
      Kely Martins Bauer
      13 de maio de 2014 at 8:07 pm

      Obrigada Gu… hahaha a mae é nossa meu caro.
      eu sou filha hahaah
      hahaah vc querendo ou não hahahahah
      Adorei sua sinceridade,
      Bjs
      K.

  • Reply
    Iana Leite Martins
    12 de maio de 2014 at 11:58 am

    Mais um maravilhoso dia das mães se passou. Assisti às apresentações na escola, que me fizeram chorar, recebi muitas surpresinhas como bilhetinhos espalhados pela casa, beijinhos e abraços e conversas na cama até cair no sono.
    Descobri que gosto mais do Dia das Mães do que de aniversário. Fui abençoada com três lindos filhos que me fazem querer sempre ser uma pessoa melhor e aprendo dia a dia que, nessa missão designada por Deus, cabe estar atenta para ouvi-los e orientá-los a viver bem, com amor, respeito.
    Agradeço a Deus pela mãe que tenho, por sua força e determinação. Sinto sua presença espiritual em minha vida, sinto que minha mãe me assiste e cuida de mim lá do alto, com uma visão geral de tudo.
    Agradeço por todos que cuidaram / cuidam de mim na sua ausência física. Sinto que Deus enviou anjos em forma de gente para estar comigo, e alguns anjos que passaram em minha vida para me fazer crescer.
    E é justamente sendo mãe e tendo esta natureza materna que sei da responsabilidade de ser Mãe. Ser mãe é simplesmente uma dádiva.

  • Reply
    Simone Castelo Branco
    13 de maio de 2014 at 12:05 am

    Prima querida, saudades de você. Tenho lido seu blog desde que tomei conhecimento dele e isso me deixou super feliz, por senti-la mais perto.
    Minha mãe tinha um amor lindo por você, sabia disso?
    Lendo esse post, fui obrigada a reportar-me ao dia do acidente de sua mãe, quando tia Lucia e seu pai deixou-os lá em casa para poupa-los daquele triste dia.
    Linda a homenagem que você faz a todas as mães, principalmente a Lucia, que sei os ama muito. Esse seu reconhecimento se chama AMOR.
    Parabéns pelo blog e um beijo saudoso.

    • Reply
      Kely Martins Bauer
      13 de maio de 2014 at 8:10 pm

      Prima!!! Que legal te ver aqui.
      Eu também tinha um carinho e uma admiração por sua mae muito grande.
      não foi atoa que ela foi minha madrinha, também escolhida.
      Acho que o meu lado metido a “requintado” vem dela hahah gostou? Sua mae era chic demais!!!
      Que bom te ver virtualmente.
      Se quiser assinar o Blog, fique à vontade assim recebe as mensagens por email.
      Um beijo e obrigada pela mensagem.

      • Reply
        Simone Castelo Branco
        18 de maio de 2014 at 12:03 am

        Já assinei, não perco mais. Beijos

  • Reply
    Anônimo
    31 de julho de 2014 at 9:23 pm

    Que viagem Kely, agora que eu li, remotei muitos momentos vividos com suas mães. Eu tb me sinto um pouco mãe de vocês pelo amor e carinho que tenho, tudo que diz respeito a vocês cala fundo no meu coração. Beijos, Bernaddete

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