8 de março de 2015 Por
4 Em Asia/ Reflexões/ Viagens

Diário de Bordo 5: Visita ao Mercado das Pulgas e a Bolsa de Diamantes

Olá!

O dia foi intenso e vivi experiências fantásticas.

Passei o dia com a Ita, uma juíza da área criminal. Não! Não me envolvi com crimes por aqui. Ela apenas me acompanhou durante os passeios. Logo cedo fomos para Old Jaffa. A cidade com mais de 4.000 anos de idade, foi construída no período otomano e fica 30 minutos a pé de Tel Aviv.

Fomos visitar o mercado das Pulgas, como se diz em alemão. Por lá a gente vê todo tipo de quinquilharias, lojas de antiguidade e é possível, também, comprar coisas novas.

imageEsse ano estou tentando não consumir muito, mas não resisti e acabei me apaixonando por um pingente de prata feito com pedra de Lua Azul.

E aconteceu um fato interessante.

Como fui a primeira cliente, a vendedora já me deu desconto sem eu pedir. Segundo reza a lenda, o primeiro comprador sempre traz sorte para o dia e, como forma de agradecimento, o vendedor já faz logo de cara um precinho especial. Opa! Sendo assim iria, todos os dias ao mercado, logo cedo. rs.

Vale lembrar que no mundo árabe a pechincha faz parte do negócio, eu particularmente não gosto muito, mas estou aprendendo a dançar conforme a música. Rs. Depois comprei umas pashminas, afinal quem me conhece sabe que amo. Lógico que consegui um descontão. (Isso porque estou tentando não comprar. rs)

De lá fomos almoçar num restaurante típico, no mercado mesmo. Eu comi carne de ovelha com ovo e pão. Nhãmy! Muito bom!

Em seguida, Avi chegou com mais dois colegas da Bélgica e nos levou pra uma nova experiência fantástica. Mas antes voltamos a lojinha da prata e acabei ganhando um anel  da dona da loja, por ter levado outros clientes. Adorei!

Partimos então, para o maior centro de comércio de diamantes do mundo.

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os 4 prédios pertencem bolsa de diamantes

Inacreditável o lugar. O complexo da Bolsa de Diamantes se compõe de quatro edifícios enormes unidos por pontes. Mais de 50 por cento de todo o diamante do mundo passa por lá.

A segurança é feita de forma restrita com direto a manter seu passaporte retido, durante a visita, e registro da digital tanto da mão esquerda quanto direita.

O complexo é uma mini cidade com direito a bancos, correio, médicos e tudo mais que você possa imaginar. Entramos numa sala enorme onde são feitas as negociações financeiras e as avaliações das pedras. Os profissionais, possuem um olho clínico, e conseguem identificar a qualidade do material, em questão de segundos, com o auxilio de uma lupa.

Pelos corredores vemos pessoas, em geral homens, carregando malas, provavelmente com dinheiro, para fazer as negociações, já que a maior parte das transações acontecem com um aperto de mão e com o valor em cash, ou seja dinheiro vivo!

Dai me pergunto as vezes como é feito o controle de compliance em caso como esses!? Bom mas isso é uma outra história.

Em seguida fomos a central de análises. Lá vimos como a pedra pode ser cortada de diversas formas com o auxilio de uma máquina que escanea o diamante, e informa todas as possibilidades de melhor corte para o aproveitamento do material.

Como fiquei sabendo dias antes sobre a possibilidade de visitar a bolsa, perguntei a Avi se seria possível ver os funcionários lapidando o material. Visitar o museu aberto ao público e a bolsa não seria o suficiente. 😂😂😂

Gente!! Saimos do edifício maravilhoso e caminhamos cerca de 7 minutos. Passamos por ruelas “estranhas” e chegamos a um prédio antigo com cara de abandonado. No terceiro e último andar entramos por uma porta de ferro, ficamos enclausurados num ambiente como um cofre, aguardamos por uns minutos até que se abriu a segunda porta.

Me senti num filme em uma prisão de segurança máxima.

A sala polimento era escura e suja, bem diferente do maravilhoso brilho da pedra preciosa.

O especialista nos contou todo o processo de polimento e eu, curiosa, queria saber todos os detalhes. Toquei na máquina de polimento e pra minha surpresa ela é super suave. Confesso que fiquei com medo de machucar, uma vez que a máquina parece ser agressiva.

Aprendemos ainda um truque pra reconhecer rapidamente diamante de outras pedras. É muito simples! Molhe a superfície de um vidro com a saliva e pregue a peça. Se ela fixar é diamante.

Bem que desconfiava que as pedrinhas lá de casa colam rapidinho em vidro, brincadeira!

E para quem tem o hábito de comprar diamantes, lá é o lugar ideal. Os preços das pedras podem ser mais em conta e mesmo assim podem chegar a valores exorbitantes.

Ao saírmos da “prisão” Ita me informou que toda a vizinhança é vigiada por câmeras e policiais a paisana.

No final da visita ganhamos uma caneta trabalhada a mão com o simbolo de Israel. Infelizmente não estava cravejada com diamantes. Quem sabe numa próxima visita!? 😂

De lá voltamos para o Hotel e fomos tomar “uns bons drink” no bar da praia. A noite o jantar foi no hotel mesmo. Fiquei conversando com um senhor judeu de 86 anos, um fofo que fala hebraico, árabe,francês, inglês e alemão. Me diverti muito.

Na mesa ao lado estava um grupo vestido de forma diferente, pra não falar estranho.

Todos na minha mesa questionavam sobre o que poderia ser aquela religião. Não aguentei a curiosidade e lá fui eu perturbar pra saber a religião deles 😂 Conheci mais uma chamada de Old German Baptist Brethren.

Achei, como os suíços falam, a religião “especial”. Afirmo aqui que se você ouvir algum suíço falando especial, tome cuidado porque ele quer dizer de forma educada que achou estranho, fora do contexto, horrível, desagradável, crítico e outros adjetivos com conotação negativa. 😂😂😂😂 mas como nesse caso eu sou brasileira eu quis dizer mesmo estranho e diferente.

Terminei a noite com a seguinte conclusão: Passear por Israel é definitivamente abrir a mente para outras possibilidades de ramificação de uma crença e aprender a respeitar as diferenças entre os povos.

Bom o diário de bordo termina hoje por aqui, vamos ver as fotos?.

Até o próximo Post
Beijos

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No mercado parada para tomar suco da fruta. Um luxo na europa.

 

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Mercado das Pulgas.

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Lojinhas de artigos para mulheres 🙂 Não foi aqui que comprei. Esqueci de tirar foto com a vendedora.

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Loja de antiguidade.

moto

Na feira de antiguidade. Parece que voltei no tempo

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Entrada da Old Jaffa. A cidade é muito fofa

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Mosteiro

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Árvores suspensas

mesquita

Mesquita

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Ruas da cidade

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Galhos crescem por toda parte

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A cidade é sempre cor de terra. Muitas vezes encontramos a cor azul bem típica na região dizem que é para espantar os maus espíritos.

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Pela rua

rezando

Hora de rezar. A sirene toca e mulçumanos viram pra meca!!!

Na orla é possível ver os hotéis internacionais de Tel Aviv

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Restaurante tipico da feira

 

Minha Juíza, Ita, querida. Super alto astral

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Praça central da Old Jaffa

Minha identidade. fiquei bem  na foto hahahahah

Minha identidade. fiquei bem na foto hahahahah

Pedra verde

Pedras preciosas. Em novembro do ano passado, sonhei com uma a pedra verde. Desde então ela passou a ter um significado super importante na minha vida. Vai entender.

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Mais pedras

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Diamantes pra que te quero!!!

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Arte em ouro e diamante

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Aqui ocorrem os negócios

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Onde os diamantes são trabalhados

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sala de trabalho

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Máquina para polir os diamantes

 

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Por do sol na praia em Tel Aviv

membros da Old Order German Baptist Brethren. Eles falam que não são deste mundo e por isso não podem usar nenhuma tecnologia. Só fiquei com dúvida pra saber como eles foram dos Estados Unidos pra Israel. Esqueci de perguntar. Fica pra próxima entrevista

 

kely Pelo Mundo

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4 Comentários

  • Reply
    zelia
    8 de março de 2015 at 5:57 pm

    Amei…

  • Reply
    Diário de Bordo 7: Jerusalém – Decepção e emoção na terra santa | Femme Volátil
    14 de março de 2015 at 1:17 pm

    […] para o mercado, foi um passeio bem rápido, só 20 min para comprar souvenires. Mais uma vez ganhei presente porque fui a 1. a comprar, mas nesse caso foi mais interessante ainda, pois acabei nem comprando nada. Ganhei todos os […]

  • Reply
    Marcionilo Miguel Palma
    27 de dezembro de 2015 at 10:32 pm

    Fantástico seu Diário de Bordo, estive 2 vezes em Israel, amei.

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